terça-feira, 14 de junho de 2016

A CULPA É DE QUEM?

Desde o mês de março/2016 que o pagamento dos servidores estaduais  vem sendo pago atrasado com a desculpa da falta de dinheiro do Estado como consequência da crise, O mês de março recebemos em 14 de abril,  o mês de abril foi anunciado que só seria pago integral para os ativos no dia 14/05, mas devido à pressão das Entidades representativas dos servidores estaduais, os inativos receberam depois, mas integral. Agora, para o pagamento do mês de maio, esperávamos todos recebê-lo integralmente neste 14/06, porém o governo veio com a novidade que para pagar a todos ativos e inativos nesta data seria da seguinte maneira: R$ 1.000,00 + metade do vencimento total e o restante ficaria pra depois, quando, não informou. 
Fui verificar meu saldo às 16 h e ainda não tinha sido depositado o meu pagamento em nenhuma das duas matrículas onde uma é de inativa de Administradora do RIOPREVIDÊNCIA e a outra é ativa como Professora da Formação Profissional do Estado, profissionais estes aos quais foi afirmado, pelo Governador em exercício, Dornelles, que receberiam, desde que na ativa, integralmente, 
Durante o Governo Cabral/Pezão foi concedida isenção de impostos à empresas da ordem de R$ 138 bilhões de reais, o déficit do Tesouro informado pelo governo é de R$ 19 bilhões e com esse pagamento retalhado ao servidor do Estado haverá uma economia de apenas R$ 1 bilhão de reais, o que se torna uma economia pífia diante do que foi concedido às empresas e diante do déficit do Estado, portanto já está passando da hora do Governador convocar essas empresas que foram beneficiadas e cobrar delas para que façam um rateio e devolvam aos cofres estaduais pelo menos o necessário para equilibrar as contas desta vez e para o futuro deverão ir devolvendo mês a mês um percentual correspondente ao valor da isenção que cada qual obteve até que seja quitada a parte de cada uma delas.
O Estado do Rio de Janeiro nos últimos governos, de 1994 pra cá, ou seja após o governo Brizola, não tem dado sorte com seus governantes. Todos demonstraram uma incapacidade gerencial fabulosa, usando e abusando das verbas públicas em benefício próprio. Cadê o Sr. Cabral que junto com seu Secretário de Saúde Sérgio Côrtes, aniquilaram a saúde pública estadual. Iniciaram a sua funesta atuação na área da saúde desativando o Hospital Estadual São Sebastião, que era referência em doenças infecto-contagiosas, transferindo uma enfermaria desses serviços para o prédio do IASERJ Central, demoliu o prédio do Hospital Estadual Anchieta, referência em Ortopedia, doando parte de seu território para o Município que lá construiu uma Clínica da Família e, onde era o ambulatório, passou a ser local de internação de pós operatório do Instituto do Cérebro, que tomou o lugar do Hospital de Traumato-Ortopedia (HTO) e este, por sua vez foi transferido para o posteriormente construído Instituto de Traumato-Ortopedia (INTO), cujas consultas demoram até anos para serem marcadas, quanto mais as cirurgias, isso porque centralizaram todos os casos de Ortopedia lá, mas não aumentaram a sua estrutura funcional. Há salas com equipamentos de última geração em desuso por falta do profissional devidamente habilitado para manuseá-lo.
O maior crime perpetuado pelo governo de Cabral/Pezão e seu Secretário de Saúde Sérgio Côrtes foi a demolição do IASERJ, que teve como uma das consequências, a morte de pelo menos 15(quinze) pessoas que se achavam internadas em enfermarias e no CTI, inclusive ligados a aparelhos onde ao serem arrancados de seus leitos deixaram suas secreções.
O Governo Cabral/Pezão negociou com o governo federal a doação do terreno onde estava instalado o IASERJ para o Instituto Nacional do Câncer (INCA) para que ali construísse um Centro de Pesquisas, terreno doado pela família de Pedro Ernesto para que ali se construísse o Hospital dos Servidores, As medidas que foram impetradas no Ministério Público e no Tribunal de Justiça do Estado não foram suficientes para barrar tamanha improbidade administrativa, mas Deus que a tudo vê e tudo sabe, fez parar essa barbaridade quando a OAS, empresa que foi contratada para esse negócio sujo, foi denunciada pela Operação Lava Jato. As obras de construção do tal Centro de Pesquisa foram interrompidas pelo embargo judicial que, depois da demolição do IASERJ é que afirmou que o Hospital Central não podia ser demolido porque fazia parte do corredor ambiental e cultural da cidade. 
Os buracos que fizeram tiveram que cobrir porque os moradores das redondezas denunciaram a incidência de focos de criadouros do mosquito Aedes Egypt nos buracos que com as chuvas, ficavam cheios d'água, transformando-se em ninhos de proliferação do mosquito. Conclusão: o servidor público estadual perdeu seu Hospital Central do IASERJ, restando-lhe disputar uma consulta médica com a população que tem o atendimento pelo SUS no único ambulatório que restou na Cidade do Rio de Janeiro, o do Maracanã. 

A maior mentira da Humanidade

sábado, 28 de novembro de 2015

MARCHA DAS MULHERES NEGRAS

Ninguém que não tenha estado lá, será capaz de imaginar a emoção de uma pessoa que participou, desde a organização de plenárias que aconteceram em diversos Municípios, como das reuniões organizativas capitaneada pelo Comitê Impulsor Estadual do RJ, que deu o norte aos objetivos da Marcha e distribuiu tarefas entre as diversas coordenações que se afunilaram no Grupo Operativo, que através do Whatsapp deu nó em pingo d'água para desenvolver a coordenação das ações que culminaram na formação da delegação das Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro. Essa Coordenação Estadual de Mulheres Negras deu o tom  de como seria possível organizar as atividades de comunicação, infraestrutura, captação de recursos, organização de eventos etc. praticando a divisão do trabalho com as lideranças dos diversos Movimentos de Mulheres, Sindicais, de Centrais Sindicais, de Favelas, de Empregadas Domésticas, de Servidoras Públicas, de Intelectuais, de Sem Terras, de Sem Teto, de Quilombolas, de Estudantes, de Lésbicas, de Feministas, de Trabalhadoras Rurais, de Evangélicas, de Católicas, de Umbandistas, de Candomblesistas, de Indígenas, de Ciganas, enfim, de todos os segmentos de Mulheres Negras e Brancas que são envolvidas com a causa, como a Schuma Sumauer,Ângela Freitas, Ana Rosa entre outras.

Em dezembro de 2014 estivemos participando do Congresso Internacional do Pensamento da Mulher Negra, em Salvador e conseguimos pautar numa das mesas de discussão a necessidade de se mudar a data anteriormente marcada para 13 de maio para a realização da Marcha, plantamos a semente e voltamos do Congresso e ficamos na expectativa de termos conseguido despertar a necessidade de uma nova data. O Comitê Nacional da Marcha se reuniu e resolveu mudar a data para 18/11/15, incluindo a Marcha das Mulheres Negras no calendário das comemorações do 20 de novembro. Dia Nacional da Consciência Negra.

terça-feira, 14 de maio de 2013

QUEREMOS UM NOVO HOSPITAL PARA OS SERVIDORES ESTADUAIS


Nada do que fizemos com a nossa resistência à demolição do nosso hospital adiantou para evitar esse ato de lesa pátria.
Como pode um governador do Estado autorizar a demolição de um hospital que atendia aos cidadãos e cidadãs que pagam impostos para terem atendimento de saúde e assistência social porque atendimento à saúde e à educação é direito do povo e dever do Estado, diz a Constituição Federal de 1988. Na Constituição Estadual de 1989 consta no seu artigo 88 que ao servidor estadual será prestada a assistência à saúde e social e como não houve nenhuma emenda à esta Constituição Estadual que alterasse o que lá está escrito, não podemos compreender como pode ser política de governo acabar com um hospital que possuía toda a infraestrutura para o atendimento que sempre fez, atendendo não só aos servidores estaduais como a toda população que devido à carência de locais que a atendesse, procurava os serviços prestados pelo IASERJ com suas 44(quarenta e quatro) especialidades além dos diversos Serviços específicos como o Serviço de Medicina Física, o de Raios-X, o de Endoscopia Digestiva, o de Tomografia Computadorizada, o de Ultrassonografia, o de Odontologia, de Cirurgia Buco-Maxilar, o Serviço de Pronto Atendimento (SPA), O Serviço de Análises Clínicas e Patológicas, o de Cirurgia Plástica, etc. e dos Programas também específicos como o Programa Mulher Saudável, o PROMUSA onde ficavam concentradas as clínicas necessárias ao tratamento preventivo dos males que afetam a todas as mulheres; o Centro de Tratamento de Feridas, o CETAFE que evitou a amputação de membros de diversos pacientes, o Serviço de Colostomia que distribuía bolsas para esses pacientes, o Serviço do Pólo de Hepatite, além do próprio Serviço de Pronto Atendimento (SPA) que substituía o Serviço de emergência devido à desativação do Centro Cirúrgico, logo no início do primeiro mandato deste governo insano. De nada adiantou o IASERJ vir prestando atendimento à população pelo SUS desde o ano de 2000, sem que para isso recebesse algum repasse de verbas federais, com a alegação de que o hospital é da esfera estadual. Como pôde o governador doar o terreno deste mesmo hospital estadual para a ampliação de um outro federal? O IASERJ foi construído e era mantido com os descontos compulsórios que se fazia nos contracheques dos servidores estaduais que não são culpados se desviaram a sua contribuição de 2% sobre os vencimentos para compor a alíquota do RIOPREVIDÊNCIA, junto com os 9% que eram descontados para a previdência, na época, para o IPERJ.
Além disso, em 2007, a Assembléia Legislativa (ALERJ) doou para a reestruturação do Hospital do IASERJ uma sobra de orçamento no valor de R$ 10 milhões de reais que, conforme o responsável pela direção do IASERJ, na época, Dr. Jorge Moll informou que a essa quantia foram somados mais R$ 40 milhões de reais para renovar as instalações do Serviço de Pronto Atendimento e aí? Gastaram R$ 50 milhões de reais para reformar o Serviço, aclimatando-o e informatizando-o e no entanto tudo foi demolido.
Será que ninguém vai ser preso nessa história toda? Por muito menos do que isso, o Dr Gilson Cantarino foi parar no presídio. Lembram-se?
A esperança está viva porque o Tribunal de Contas Estadual mandou desarquivar todos os processos judiciais impetrados pela nossa Associação dos Funcionários e Amigos do IASERJ (AFIASERJ) e num deles já recusou um recurso impetrado pelo governo estadual. Vamos aguardar o desenrolar dos fatos para vermos se tudo isso não acaba em pizza.

O que se esconde atrás do caso Marco Feliciano da CDH

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