segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

QUEM VIVER VERÁ!


QUEM VIVER, VERÁ!

Dói em mim saber que muita gente pobre que ainda se beneficia das políticas sociais implantadas pelo PT( BOLSA FAMÍLIA, MINHA CASA MINHA VIDA, PRÓ-UNI, SISUFE, COTAS e tantas outras) se contaminaram com o ódio disseminado nas últimas eleições, quando foram usadas notícias falsas ou meias verdades para enxovalharem o PT e todos que dele fazem parte.
O new dirigente do país esbravejou em campanha que não ia se aliar a Partidos Políticos, que não ia fazer concessões à Rede Globo porque se elegeu sem o apoio deles, mas já está tomando ciência das asneiras que disse no calor da campanha feita pelas redes sociais e já mudou o tom da prosa.
A soma dos votos nulos com os em branco ultrapassaram a sua "maioria", portanto o Brasil está dividido entre os indignados com o PT e o os que queriam que LULA tivesse respeitado o direito de concorrer às eleições, nos quais me incluo. Por quê o impediram a todo custo de participar. Por quê não se arriscaram a vê-lo derrotado nestas eleições? Porque tinham a certeza de que se o deixassem concorrer, ele seria eleito, haja vista quando do início das pesquisas ele estava preso e já aparecia com  40%, à frente de qualquer candidato.
Um dos princípios mais defendidos pelos militares é o da hierarquia. Este governo está cheio de militares de patentes superiores a de capitão, em cargos de Ministros. Temos Tenente Coronel, Marechal, Brigadeiro General e por aí vai. Será que vão obedecer ao Capitão quando ele entregar a Embraer, a Amazônia, o Nióbio, etc aos Estados Unidos? Será que vão cair na esparrela de engrossar a indústria armamentista estadunidense, sim porque com a liberação do uso de armas, o Brasil não produzindo armas irá comprar do maior produtor dela no mundo, ou alguém tem dúvida ao perceber a aproximação com o dirigente daqueles países?
Sinceramente, ao assistir ao desmanche de todas as conquistas sociais para as Mulheres, os LGBTSI, os Índios, o Povo Negro, os trabalhadores do salário mínimo, onde o new governante teve a desfaçatez de surrupiar R$ 8,00(oito reais) não permitindo que o trabalhador finalmente chegasse aos R$ 1006,00 (hum mil e seis reais), quando por outro lado aprovou o aumento de 16% para o Judiciário...A minha avaliação no auge de meus 71(setenta e um) anos de vida é que teremos mais um impeachment no Brasil e não vai demorar muito para acontecer.

domingo, 15 de abril de 2018

PCCS da Saúde


Nesta terça-feira, dia 03/04/18, a partir das 14 h, foi dado início à votação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Saúde Estadual na ALERJ, cuja espera vem desde 1988.  Os servidores da área da Saúde vêm lutando por esse PCCS, sem perder a esperança de conquistá-lo. Esta luta já dura 30 (trinta) anos e desde então eles vêm assistindo à concessão dessa reivindicação a todas as demais categorias profissionais do Estado perseguindo o seu direito de também serem contemplados. Não sei se desta vez vão realmente levar,  porque de acordo com o Decreto Federal que contingenciou por 20(vinte) anos, o desembolso, pelo Estado, de valores destinados a aumentos salariais, tenho dúvidas se os deputados federais do Rio de Janeiro que se propuseram a ajudar, conforme ficou acordado, terão força ou condições de fazer o Presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, abrir um precedente, permitindo que a parte salarial seja implantada para o pessoal da Saúde, considerando que sua reivindicação data de antes do tal Decreto e que é a última categoria de servidores públicos que não tivera seu PCCS concedido.
A única concessão que tiveram em seu salário foi a incorporação das gratificações GEE e GELED que foram incorporadas aos vencimentos incidindo o triênio sobre o seu somatório. Foi uma tentativa de arrefecer a luta pelo PCCS, mas isso só deu foi mais gás para sua luta.
Quando Sérgio Cabral presidiu a Assembléia Legislativa aprovou o PCCS, mas por questões orçamentárias, Benedita que era governadora naquela época, encaminhou o processo em dezembro, não havendo tempo hábil para incluí-lo no Orçamento e como ela não foi eleita, não pôde reenviá-lo para inclusão no Orçamento do ano posterior. Rosinha foi eleita e também só fez enrolar os servidores da Saúde durante todo o seu governo e depois dela foi eleito Sérgio Cabral, que embora tenha aprovado o PCCS da Saúde quando era Presidente da ALERJ, foi incapaz de implantá-lo. O que ele fez foi desmantelar a saúde estadual.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

PARTICIPAÇÃO NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL


Estamos às vésperas da realização do FÓRUM SOCIAL MUNDIAL e por meio do Fórum Permanente de Mulheres do RJ e Municípios Integrados fui inscrita para proferir a palestra "Empoderamento da Mulher na Participação da Política do País".
A palestra foi proferida no último dia do FSM, ou seja em 17/03, às 16:20h, no PAV-3, sala 210, da UFBA Ondina.

domingo, 11 de março de 2018

O MEDO QUE VALE OURO( Profª Ana Flauzina, da Fac de Educação da UFBA

O MEDO QUE VALE OURO

O ritmo está acelerado. Dormir é ter certeza de amanhecer num futuro que sonha em acordar no passado. Nessa ambiência, há uma chuva mal encontrada de palavras e imagens que projetam o caos como o dado a ser controlado. A figura do “Mercado”, que antes manipulava os movimentos do tabuleiro com discrição, passa a comandar todo e qualquer argumento da discussão política. O governo explicita seu papel de sócio maior dos arranjos econômicos e trabalha para entregar lucros fáceis e garantir consciências tranquilas.

Para sustentar a ordem numa manobra tão brusca, é preciso acionar a violência sem maiores reticências. Publicizar a repressão como um dado natural e necessário é, portanto, retórica essencial para justificar os desmandos. Na disputa acirrada das elites, a corrupção é acionada como a categoria que seleciona os grupos politicos a serem afastados do poder. Aqui, os ares sóbrios usam a verborragia jurídica para deformar a constituição, punir indivíduos exemplarmente e deixar as estruturas intactas.

Mas acenar com medidas para a “calmaria” dos agentes econômicos não é suficiente. O desmonte das políticas públicas de base, a retirada de direitos de trabalhadores, a privatização de estatais estratégicas e tantos outros vilipêndios que se avolumam, demandam um tipo de adesão social profunda. A propaganda que legitima e sustenta o golpe, fica evidente, está ancorada no racismo.

O espetáculo da intervenção militar no Rio demonstra que o apetite social por carne negra é o grande combustível que libera o engavetamento dos parâmetros jurídicos. No controle do alardeado caos, pode-se finalmente soltar o grito engasgado na garganta e explicitar o reclame por morte sem constrangimentos.

O exército cobra cachê elevado para participar da encenação, mas a popularidade das ações anunciadas faz valer a pena o desembolso da verba. Querem as garantias para os massacres sem meias palavras. Invasão de domicilio, abuso de autoridade e homicídio fazem parte do pacote encomendado. Prometem serviço limpo e, em troca, exigem passe livre e imunidade absoluta. Afinal, se o gozo é coletivo, não há porque ficar isolado no banco dos réus da história. Desse veneno não topam provar novamente.

Nessa equação estreita, o governo entende que o contraponto das medidas “impopulares” é a autorização do linchamento a céu aberto. Pouco importam as montanhas de dados, fatos e análises que sinalizam que a eficiência do sistema de justiça criminal passa por estratégias opostas ao que está sendo proposto. Afinal, no Brasil, o sufocamento da população negra é remédio poderoso para amenizar ansiedades.

O ataque é então autorizado com a inversão do ônus político e social que levaram a esse estado de coisas. Foram os desmandos do governo local que levaram o Rio à mendicância institucional para o pagamento de salários; a viabilização de serviços públicos básicos e a manutenção da máquina pública. Agora é contra a parcela da população que mais sofreu com o desgoverno que se abrem as artilharias do extermínio.

Trata-se do reconhecimento inequívoco do alcance da propaganda punitivista do racismo. Se os arranjos que beneficiam grupos econômicos são feitos de meias palavras, de negociatas pouco acessíveis, de reformas com parágrafos complexos, é preciso ter uma plataforma que traduza de forma simples e direta as “ações positivas do governo”. A verdade é que o derramamento de sangue dessa massa favelada pintada como disforme e criminosa, resguarda, fortalece e credencia um governo sedento de legitimidade. O medo de gente preta vale ouro e está sendo usado como o grande trunfo para o avanço do conservadorismo no país.


Ana Flauzina é professora da Faculdade de Educação da UFBA 

quinta-feira, 8 de março de 2018

FRUSTRAÇÃO

Quando em 1978 pedi demissão da TELERJ/SA, depois de trabalhar lá desde 12 de julho de 1971, jamais imaginaria que iria me encontrar 39 (trinta e nove) anos depois de ter sido aprovada num concurso público em que me classifiquei em 3º lugar, nesta situação. Aposentada no RIOPREVIDÊNCIA desde 10 de fevereiro de 2010, ou seja há sete anos incompletos, no cargo Administrador, de nível de escolaridade superior, estar ganhando 60% menos, em relação àquela época quando ganhava 10,5 salários mínimos, além de ter perdido vários direitos que me atraíram para ingressar no serviço público estadual. Esperava que quando chegasse a minha inatividade pudesse ter uma vida tranquila, como consequência dos 32(trinta e dois) anos trabalhados no Serviço Público Estadual.
É muito frustante quando você estuda, se esforça, enfim, faz tudo certo pensando no futuro e no final da linha se questiona se valeu a pena ser servidora pública em vez de continuar na iniciativa privada porque os colegas que lá continuaram aposentaram-se em melhores condições financeiras que eu.
Não têm ideia do que é você chegar aos 69(sessenta e nove anos) e ter que continuar trabalhando, quando o faz desde os 13(treze) anos de idade, pra manter um padrão razoável que não seja preciso receber mesada dos filhos.
Em 29 de setembro de 2017 completarei 70(setenta) anos e essa é a idade limite para continuar ativa no Serviço Público, pois ainda sou professora de Administração, na Rede Estadual de Educação, onde em 17 de fevereiro próximo completarei 30(trinta) anos de Magistério e graças a estar ativa nesta segunda matrícula é que estou recebendo os vencimentos em dia, graças ao FUNDEB. Este fundo não foi criado para pagar salários de professores ativos, mas é melhor que o recebamos antes que vá parar em alguma conta de banco em algum paraíso fiscal.
Lamentamos que os professores inativos não estejam recebendo também e fico imaginando como estão sobrevivendo meus vários colegas que têm duas matrículas inativas. Muitos deles estão tendo que receber cestas básicas doadas pela caridade de outros colegas cujas categorias estão com os salários em dia.
Devido à política de saúde estadual caótica, muitos servidores públicos caíram na falácia de contratar planos de saúde, principalmente depois que o governo dizimou  a rede IASERJ e agora, sem dinheiro para pagar as contas, estão perdendo o direito de usar os serviços médicos por estarem inadimplentes devido a essa prática do governo Pezão/Dornelles de além de pagar atrasado, ainda o faz parcelado.
Somente os professores ativos, a segurança e o Judiciário estão com os pagamentos em dia. Inativos e pensionistas estão na mesma situação